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Conversa do momento


 

Contra a corrupção, só carnavalizando


Talvez seja necessário carnavalizar as passeatas contra a corrupção para despertar a indignação dos cidadãos.  

Por Arthur Chagas Diniz*
 
A segunda passeata contra a corrupção, no Brasil, reuniu cerca de 30 mil pessoas. A anterior, com proposta igual, teve número de participantes da mesma ordem de grandeza. Os organizadores das passeatas atribuíram a participação às chamadas “redes sociais”.

No final do ano passado, a associação que reúne gays, lésbicas, transexuais, travestis e assemelhados reuniu na Praia de Copacabana um número estimado entre 700 mil e 1.200 mil participantes. O Carnaval de rua carioca também bate recordes de público e turistas. Segundo dados divulgados no ano passado pela Prefeitura do Rio, cerca de 4,9 milhões foliões circularam pela cidade no Carnaval de 2011. Este ano não deve ser diferente.

É difícil explicar porque passeatas contra um dos mais infames crimes contra a população, como é o caso da corrupção, atraem um número tão limitado de pessoas quando paradas neocarnavalescas como a dos LGTB e o próprio Carnaval são tão frequentadas e festejadas.

Acho que o brasileiro comum gosta mesmo é de festa, qualquer que seja o seu objetivo. Ninguém pensa em personalizar as passeatas contra a corrupção criando alas específicas como, por exemplo, a Ala Sarney para famílias, a Ala dos Procurados, como é o caso de Paulo Maluf – que já foi até preso -, a Ala Renan Calheiros, para grupos com matriz e filial no mesmo espaço geográfico e a declaração da esposa de que iria dar uma filha ao melhor criador de gado do país e, com isto, minimizar a filha de Mônica, a amante…

Enfim, talvez seja necessário carnavalizar as passeatas contra a corrupção porque o tema em si no Brasil já faz parte dos usos e costumes da população e não desperta a indignação dos cidadãos.

*Presidente do Instituto Liberal



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